Era domingo, em uma vila no sertão, duas fofoqueiras foram para frente de suas casas para fofocarem e falar da vida dos outros como faziam todas as tardes, fato muito normal em lugares pequenos como essa vila,.
Essa vila era conhecida por Pernambuco inteiro e seu nome era “Vila das fofoqueiras”.
Veia, que chegou primeiro na calçada, começou logo falando:
- Como aquela Mariana é safada! Bota “gaia” que só no marido dela e também dos outros.
- É mesmo, “mulé”! Ela é safada até umas horas.
- Pior é a irmã dela visse. Faz cada uma que nem te conto.
- Ouxe! É a família toda é?!
Nesse momento, Lola avistou no céu um enorme avião. Não resistiu e falou:
- Oia o avião “mulé”, dá tchauzinho pra ele. - enquanto acenava animada para o céu.
- “Ave” como tu é matuta...
- Até parece que tu já andasse nesse bicho!
- Num andei não, “mai” num me espanto desse jeito no “mei” da rua.
- Ah! Cala boca vai. Vai! – respondeu irritada Lola.
Com essa pequena discussão já ficaram aborrecidas e se calaram.
As duas fofoqueiras nem sabiam mais quem tinha começado a briga, mas perguntaram aos três garotos que passavam. Eles responderam e mostraram que quem começou foi a Veia e não a Lola.
Com o tempo, Veia e Lola não conseguiram ficam sem falar uma com a outra e, principalmente, sem fofocar. Uma hora depois da discussão, já estavam na rua fazendo o que mais gostavam: fofocar juntas. E Veia aprendeu a não falar mais de avião com Lola, afinal, a amiga era matuta de todo jeito.
Em um lugar como a Vila das fofoqueiras, de que vale a vida sem a fofoca? Nada, pelo menos para a Veia e para a Lola.
Texto produzido por: Marcella L. Souza e Vinicius S. Souza.
Qualquer semelhança é mera coencidência.
que bom seria se todas as brigas fossem substituídas por fofocas!!!
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